terça-feira, 20 de agosto de 2013

O TempO

Oh!..
Todos...
Nós temos
Tempo de rir
Tempo de  ler
Tempo de  orar
Tempo de  amar
Tempo de  gritar
Tempo de sonhar
Tempo de chorar
Tempo de comer
Tempo de mudar
Tempo de distrair
Tempo de trabalho
Tempo de descanso
Tempo de fazer tudo?
Tudo passa com o tempo
E.. não há tempo para nada
Sem tempo e com este tempo
Temos todo o tempo do mundo?

Maria João FS.
20-08-2013.


domingo, 18 de agosto de 2013

Os compadres algarvios


-Onde vai compadre? Vai-se amostrar?

-Vou compadre! Tenho andado muito almareado, nem consigo abrir os olhos. A minha Maria esteve de xarola e na cozinhou nada e tenho cá um andaço que nem lhe digo.


-Malandra da moça, anda só com as manias, não lhe dês mais ancas.


-Eu mais a Maria até nos dávamos bem, mas agora é só disto! Saí à rua só para não a ouvir.


-Mó! Larga a moça da mão. Amanhã estarás melhor.


-Adeus compadre vou bradar para a outra banda.


Maria João FS.
22-07-2013.


Como visto:  https://www.facebook.com/groups/clubedosproetasvivos/


Dicas:
Compadre: amigos.
Ir a amostra: Ir ao médico.
almareado: com vertigens, tonturas.
Xarola: conversas inúteis.
Andaço: virose.
Malandra: preguiçosa.
Moça: rapariga.
Manias: vaidosa.
Dar às ancas: dar confiança.
Eu mais a Maria: mas(com) ou (e).
Mó: o mesmo significado de "É pá".
Larga da mão: não te preocupes.
Bradar: ouvir a pouca distância.
Banda: lado.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O eRRo

Passaste na minha vida:
foste um erro fatal!
Daquele que ninguém quer...
magoa de tanto pensar... 
Mas se errar é humano,
e a esse mundo pertenço!
Errar faz parte de mim...
e eu sou parte desse erro... 
Contigo cometi o erro:
amar-te à minha medida!
Medida errada da vida...
passada de erro em erro...  
Mas se errar é humano,
humanamente hei-de aprender:
qualquer um pode errar...
Corrigir: não é para qualquer! 

Maria João FS.
14-08-2013. 

 Como visto:  https://www.facebook.com/groups/clubedosproetasvivos/

domingo, 11 de agosto de 2013

O Teu Abraço

Abraça-me esta noite...
antes do último adeus.
Abraça-me com a força...
que nos une e nos separa.

Abraça-me...tenho medo...
medo de perder-te;
mesmo antes de sentir-te;
mesmo antes de encontrar-te.

Abraça-me com palavras...
de um romance inacabado,
pausado naquela página...
do impercetível fim.

Abraça-me...abraça a vida...
porque viver sem abraçar,
não sabe a esse conforto,
de quem partilha a arte de amar.


Maria João FS.
11-08-2013. 
Como visto:  https://www.facebook.com/groups/clubedosproetasvivos/

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Mais ou Menos



A minha vida é mais ou menos 

como a de qualquer português.

Mais ou menos portuguesa,
porque já estive lá fora.

Mais ou menos rica ou pobre,
pois ganho mais que muita gente
e menos que muitos mais.

Mais ou menos sem dinheiro,
conforme o que acabei de gastar.

Mais ou menos namorando, 
que é o que todos fazem. 

Mais ou menos bonita ou feia,
conforme o tempo para me arranjar.

Mais ou menos jovem ou idosa,
conforme me sinto na hora.

E até quando alguém me pergunta,
amiga como estas? 
Pois, respondo: mais ou menos...
como um português qualquer!



Maria João FS,
28/01/2013

domingo, 23 de dezembro de 2012

Natal dos Tempos




Natal tempo dos tempos
horas em cada momento,

Natal de sonhos, pensando
em viver o imaginário.

Natal podes levar contigo
uma estrela de tradições,
traz de volta ao meu mundo
a paz e o amor perdidos.

Natal não desesperes
O mundo não acaba aqui,
vira a música por favor e
dança uma valsa por mim.

Olha bem alto no céu,
olha e alcança essa Luz,
Luz que vem de tão longe
para quem a receber.

É bom dar o nosso melhor
de lado fica a magia,
as mágoas e os pensamentos
de um imaginário de criança.

Criança feliz por dentro,
casulo feio, borboleta andante,
espirro de luz num corpo de barro,
corpo da forma que o imaginário sente!

Natal por ti, Natal por mim,
Natal por todos
Natal imaginário
Acorda como sempre!

Mariajoao 23/12/2012

sábado, 10 de novembro de 2012

Lamento





Quero chorar e não posso!
Aí dor porque me apertas?
Se a luz abafa o caminho,
como a lágrima corre no rio...

Quero chorar por dentro,
a traição perdida no tempo.
Ser feliz sem receber...
Dar o que nunca terei...

Dói de mais esta ferida!
Aberta ao som da palavra.
Recebi o mundo a chorar...
E a chorar hei-de o deixar...

Mundo o que te dou:
as lágrimas  que escondi?
Ou o suor do meu corpo?
Quando me lembro de ti...

Maria João FS.
10/11/2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O poder dos livros


Dizem que uma imagem vale por mil palavras, pois esta certamente vale por 1001!

Os livros têm o poder de nos transportar para locais onde nunca pisámos e fazem-nos sentir como se lá tivéssemos vivido a nossa vida inteira.

Calçamos os sapatos de cristal ou as botas de borracha das nossas personagens mais queridas e aí vamos nós a cavalgar ou a correr por palavras e linhas e páginas de distância.

Às vezes chegamos ao destino com um sorriso no rosto, outras vezes perdemos alguém pelo caminho e o final não é tão feliz como gostaríamos...

A cada página abrimos sem medo uma nova porta sem saber quem ou o que nos espera do outro lado... É esse mistério que torna os livros tão apaixonantes!

sábado, 1 de setembro de 2012

Final de Festa

Uma vista de olhos pelo salão: a mesa desarrumada, a loiça por lavar. Vestígios de um tempo de convívio; breve e curto -mas intenso. No ar ainda fica o perfume da noite, suave e delicado que acaricia o rosto com prazer...com o cálido prazer que percorre os sentidos...lentamente, na penumbra, à luz do farol; fecha os olhos: o calor chega até aos ossos. Foi assim que entrou o amor, não esperou saber a resposta (bastou sentir); um dia entrou: nem bateu à porta!

-Eu te conheço, sei quem és, cresces-te comigo!!!

Lembrei-me: fiquei calada! O silêncio diz muito, quando não se quer ir mais além do permitido...

-Sei, sim! Há tanto tempo não sei de ti.

O mar separa o tempo -uma barreira imaginária-, até parecia que ele era de outra galáxia! Nem sei como reagi...fiquei só a escutar. Devagar deixei passar por mim um banho de emoções.
Como não lembrar-me das festas amenas: todos à mesa; todos na brincadeira! E eu observando tudo...

Os seus olhos abriram-se, viu-me, eu estou aqui à distância do tempo; a encurtar o caminho; a tentar viver e sentir; a salvar a minha pele.

-Dá-me um abraço, sim e fala-me de ti! Se nesse tempo todo a vida te sorriu? Se nesse tempo todo a vida te virou as costas?

E num instante surgiu à minha mente aqueles momentos cruciais: um; dois; três. É o segundo de três; fala de tudo sem parar. A vida parou -no tempo em que os sonhos se perderam-, depois recomeça ao virar da esquina no reencontro desse tempo; tempo de pensar que existo e que por isso a vida é bela.

-O que é feito da tua vida?

-O que a vida fez de mim!

Brindemos pela vida -que nos leva pela mão-, pensamos nós cumprir uma metas e obter o trunfo desejado, mas a vida, que é sábia, segue o rumo do horizonte: deixando sinais para quem os souber ler.

Toca uma valsa devagar, já não está ninguém, todos saíram! As gargalhadas ficaram no espaço, um a um os convidados se despedem, os anfitriões estão cansados. A música no fim...quando todos saíram: ficamos nós a dançar essa valsa!

O Danúbio de nós os dois, o Azul fica mais escuro, cada nota musical regala a sua harmonia; não há ninguém a espreitar: a sala ficou maior...uma dança com prazer; um sorriso de querer. Que importa se é final de festa! Que não haja nada para comer! Que importa que todos nos deixem...tu e eu já somos dois, dançamos ao mesmo som, cada um como quiser, ninguém repara se está mal. O mal afasta o prazer; o querer vence o medo, medo deste final, que pode ser só o começo de um conto de fadas.

Maria João FS.
23 de Agosto de 2012.